Um dia escutei pessoas falando sobre os dias contados do Jornal impresso, com o advento da internet and all that jazz.
No entanto, eu acredito de forma sincera que o Jornal de papel não perde campo para internet não.
A diferença é que realmente as pessoas sem tempo e que antes não compravam o jornal em papel por estarem atrasadas demais ou trabalhando demais, vão passar a se informar pela internet. As demais que compram o jornal regularmente por qualquer motivo, seja por estarem na rua, ou simplesmente por terem um longo caminho até o trabalho continuam comprando nas bancas seu jornal.
O que é bom, diga-se de passagem.
Afinal, estamos vivendo em tempos de um grande boom informacional e isso se mostra no alcance que a notícia ganha nos dias atuais.
Pego carona nas falas do Bourdieu sobre mídia e tento colocá-las de maneira a não tirar uma idéia equivocada entre estes dois pontos ( midia impressa e midia eletrônica) e vice-versa. como ele mesmo diz " Consciente também de que o que faço se inscreve no prolongamento, e no complemento, do combate constante de todos os profissionais da imagem empenhados em lutar pela 'independência de seu código de comunicação' " . Desta forma, o campo informacional se abre em um leque enorme. Em disputas como tantas outras inseridas na disputa simbólica do campo cultural-informacional.
A a dominação cultural e simbólica muda um pouco sua elevada forma de capital simbólico que existia anteriormente. Em épocas distantes a TV era soberana. Nos dias atuais, isto gradativamente vai se transferindo sim para a internet, mas não totalmente. Da mesma forma que o rádio não morreu com a ascenção da TV, a midia impressa não morrerá com a internet. Ganhará outra importância simbólica, mas não se tornará obsoleta como um telégrafo. Afinal, estamos tratando de mídias com um grande potencial criativo no que diz respeito ao capital simbólico informacional. E posto isso, acredito sim que o jornal de papel não perde totalmente sua importancia informacional e sua importancia na formação do capital simbólico e na dominação cultural do mesmo por meio do seu próprio conteudo informacional e sua versatilidade criativa e de modalidade de discurso.
Os dois convivem lado a lado e não entram em conflito. E mais ainda, podemos ver a pluraldiade de discursos cada vez maior em nosso meio informacional. Em outras palavras, mais elementos entram na disputa de campo que é a própria difusão simbólica da informação neste dias em que vivemos.
e o céu é o limite, me arrisco dizer.
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